quinta-feira, 13 de junho de 2013

Não estamos mais sós! Os poderosos têm motivos para temer!
O povo está PRESENTE nas lutas e na rua!

A elite financeira do país, a imprensa vendida e os reacionários em geral (todos aqueles que se voltam contra o povo, a classe trabalhadora para manter a ordem econômica para os burgue$e$) estão aterrorizados. Eles não sabem mais o que fazer para conter a onda de protestos e manifestações que deixou a internet e tomou conta das ruas do Brasil.

O brasileiro foi à luta contra a exploração do transporte para enriquecer as empresas que patrocinaram os seus candidato$ nas eleições. O aumento de R$ 0,20 centavos na passagem de ônibus de São Paulo foi a gota d’água no oceano de insatisfação e revolta popular que toma conta do povo brasileiro contra a opressão, a oligarquia do campo, da mídia, da especulação imobiliária, do enriquecimento ilícito com as obras da Copa e das Olimpíadas enquanto o povo pobre é despejado para abrir caminho para as obras corruptas destes eventos.

A luta não é apenas por R$ 0,20 centavos. É por direitos! Pelo direito de ir e vir da escola, do trabalho, do lazer, ir ao pronto-socorro, ao hospital. Essa onda popular que exige mudanças foi atacada violentamente nas manifestações nos jogos da Copa das Confederações, que não é uma festa popular e muito menos para o povo. O ingresso mais barato para o jogo de estreia do Brasil custou R$ 240,00.

Agora façam as contas: quanto dá e para onde vai a arrecadação de 67 mil ingressos a, no mínimo, R$ 240,00? Vai tudo para a FIFA, não para pagar os bilhões gastos nestes elefantes brancos. O governo construiu com dinheiro do povo, mas entregou para a FIFA explorar. Esse é o interesse de Joseph Blatter em atacar os privilegiados que foram ao jogo do Brasil contra o Japão e vaiaram a presidente Dilma. Logo ele, o presidente de uma das organizações mais corruptas do planeta! Por isso, um dos lemas dos protestos é: “Copa para quem?”

E o papel da mídia a serviço das elites é focalizar a dita "depredação" para: 1) desviar a atenção da população do problema original; 2) dividir a população, seguindo a máxima belicista "dividir para reinar", e, assim, enfraquecer o movimento; 3) despolitizar e desqualificar a luta do povo por seus direitos e garantir a manutenção das relações desiguais e privilégios das elites.

Já a Polícia Militar tem os seus cachorros doidos saudosistas da ditadura munidos de balas de borracha e gás de pimenta a postos para defender os governos federal, estadual e municipal contra a organização popular. Essa é a função da PM: proteger o capital financeiro, os seus interesses e a ordem burguesa, que é a exploração de um povo acomodado!

Contudo, o espírito de mudança e revolta toma conta do brasileiro e começa a ganhar força por vários setores da sociedade. O ataque covarde da polícia aos manifestantes, em São Paulo, por exemplo, foi condenado em todo o mundo e pela Anistia Internacional. Tanto a população quanto fotógrafos, repórteres, cinegrafistas foram vítimas da violência policial ao movimento pacífico. Protestos de solidariedade aos manifestantes brasileiros estão sendo organizados em vários países do mundo.

A presidente Dilma (PT), o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) e toda a burguesia política estão unidos na repressão armada aos protestos.

Contudo, os atos estão apenas começando e ganhando força por meio da internet. Na última segunda-feira, 17, cerca de 100 mil pessoas tomaram às ruas de São Paulo; 100 mil no Rio de Janeiro; 5 mil em Brasília; 2000 em Santos. Outros milhares de brasileiros foram a luta em Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Vitória. Foram 40 cidades e 11 capitais. Os protestos não param de crescer. Há outras manifestações agendadas, inclusive, em São José dos Campos.

A imprensa vendida tradicional não consegue mais manter a coleira sobre os nossos pescoços. Da mesma forma que na Primavera Árabe, o povo usa as redes sociais para se organizar e partir para a luta face a face. O brasileiro acordou, e está tomando às ruas! Assim começam as mudanças.

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